Domingo, 13 de Março de 2005

Mentalidades portuguesas

Começa-se cedo.
Desportivamente, Portugal, por norma - e obviamente estarei a ser pouco criterioso ao generalizar - é um país de refilões, maus-perdedores, arrogantes e indisciplinados. Pelo menos é isso que deixamos transparecer e aquilo que a imprensa estrangeira gosta de dar ênfase.
Desde as guerras contra os árbitros no futebol, as palavras entre dirigentes, aos maus génios dos jogadores profissionais de futebol (mais visionados), ao próprio vedetismo e falta de humildade bem patentes.
Eu, como adepto de futebol, não aprecio nada disso, mas também não sei o que fazer nem o que pensar pois não estou completamente inteirado com a mentalidade e forma de actuar nos clubes de futebol.
Mas já como adepto do andebol, e minimamente inteirado de uma organização clubistica (ainda que pequena) posso dizer que esta mentalidade vem de baixo, isto é, começa nas escolas de formação.
Obviamente todo e qualquer jogador é individualmente único, cada qual forma a sua personalidade independente. Mas se cada indivíduo forma a sua personalidade durante a fase de iniciação desportiva, há que ter em conta que os tais educadores desportivos têm uma palavra a dizer neste processo.
É preciso ser mais do que um simples treinador, que serve para dar lições técnicas e tácticas, ensinar regras e princípios de jogo desportivo. É preciso ser acima de tudo uma figura ímpar na vida dos jovens atletas:
Ser treinador quando é exigida a parte desportiva propriamente dita.
Ser amigo quando estamos perante o desenvolvimento cognitivo e social do indivíduo.
Ser Figura autoritária quando é exigido o ensinamento cívico e moral.
Ser Humilde quando se encontram na relação Homem/Homem, sabendo quando e o que ensinar e sabendo quando aprender.
Ser Ainda Mais Humilde quando se erra e dar a entender que ninguém é infalível.
A atitude maior do educador desportivo deve ser a de saber encarnar cada personagem no seu devido tempo, sabendo conjuga-las ou separa-las quando necessário.

Acredito que um simples treinador não conseguirá moldar e dobrar cada jogador a imagem daquilo que mais quer. Mas também acredito que não é por isso que não se deva tentar, não é por isso que cada educador não deve ter presente que para formar os atletas é preciso e necessário formar a sua mentalidade.
Mentalidade ganhadora pois claro, sabendo diferenciar a atitude ganhadora e a atitude de ganhar a todo o custo, mas sobretudo incutir em cada jovem atleta a ideia de que o desporto é um local de divertimento, onde os adversários merecem respeito e onde cada um deve tirar o máximo partido para se tornar um bom praticante e uma boa pessoa.

(Este artigo vem a propósito de certas situações menos agradáveis, ainda que sem grandes alaridos, que acontecem ou aconteceram no pequeno GCST)

Saudações Carago (não me lembrei de mais nada....)
By GoGaN^
Brilhantemente elaborado por GoGaN^ às 02:08
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1 comentário:
De p a 14 de Março de 2005 às 13:11
Tenho a certeza de que se o Nando Jorge lê-se este artigo, na próxima época ou, até kem sabe, esta epoca, promovia-te a treinador de um escalão ,dito, mais importante.

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