Sábado, 20 de Maio de 2006

O encanto (no mundo do nada)

Sentiu na forma genuína como aquilo lhe encantava. Era mesmo.



Não se coibiu de mostrar aquilo que realmente lhe ia na alma. Tantas vezes retraia-se na ideia do ideal dos outros. A verdade é que não se sentia sempre autêntico. Era muitas vezes apenas o previsto.



Ignorante pelo facto de ele próprio ser melhor que a sua imagem, continuava a mostrar-se para agradar. Era um papel muito difícil, e que lhe retirava a sua principal arma: Autenticidade.



Mas nada o inquietava. Era assim que havia decidido ou assim haviam decidido por ele.



Às vezes escapava-lhe então a sua ingenuidade. E era aí, mais do que em qualquer outra ocasião, que as vitórias sabiam-lhe melhor, as derrotas custavam-lhe muito mais a aceitar e os caminhos eram mais sinuosos.



Ao aperceber-se disso rogava pragas a tudo. A si, aos seus amigos, à sua família, a sociedade, às religiões, aos padrões e classes sociais, aos Presidentes, aos Deuses e Deusas.



Quem havia se lembrado de instituir comportamentos básicos, de acordo com pressupostos físicos, religiosos, sociais ou de género?



Era a mais pura presunção esperar que tanta gente diferente agisse somente de acordo com uma série de regras predeterminadas. Mas era uma presunção verdadeira.



Observou que no fundo, não era só ele que se sentia assim. Não era só ele que fazia o melhor para todos em vez do melhor para si. Não era só ele que agia mecanizado e segundo um ritmo.



E imaginava como seria se as pessoas se comportassem como realmente eram, não como esperavam que elas se comportassem…



E deu por si no meio da Utopia.



Saudações verdadeiras

By GoGaN^
Brilhantemente elaborado por GoGaN^ às 16:35
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1 comentário:
De ana claudia a 14 de Junho de 2006 às 23:04
Nem consigo imaginar isso... Mas se calhar não era tão bom quanto isso. Sim, era bom que fossemos tds mais autenticos. Era mt melhor andarmos na rua e vermos td a gent diferente e não os autocolantes e fotocopias daquilo que axam k são as "pessoas perfeitas" (que para essa gente, diga-se, "pessoas perfeitas" = "pessoas ricas, famosas"). Era tão melhor se a nossa genuinidade se revelasse sem medos. Mas tb acredito k se não nos "regessemos" por certas regras de comportamento social, tudo isto seria uma grande confusão. Entraríamos numa situação em que cada um queria que a sua opiniao, liberdade e acções fossem as melhores e aquelas que todos deviam seguir. Axo k isso ia ser xato... ;)
Mas realmente, já xateia ver akelas miudas tds k mais parecem bonekas de porcelana, aquelas mulheres k não se podem rir pk senão rompem a pele esticadinha, aqueles putos que para serem "fixes" andam tds vestidos de igual a aprecerem pinguins...

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