Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Sem sentido

Caminhava no meio da multidão e passaste-me despercebido
Cruzamos olhares... Na altura, simples olhares...
Mas aproximaste-te. Olhaste-me nos olhos e seguraste-me a mão.
Ao início fui de mansinho. Coordenaste-me as pegadas e, quando dei por mim, dançava os teus passos, segurava já firme o teu braço...
Senti a pele quente, a alma intacta.
Fui e deixei-te com um pedaço do meu sorriso.
Começava e acabava ali. Pensava eu...
Mas pediste o meu olhar no dia seguinte, e no outro. E eu entreguei-o!
Devolveste-me a ternura, a atenção, o cuidado. Devolveste-me a confiança, o respeito, a alegria, o sorriso aberto!
Desvendei-te então. E descobri uma pessoa maravilhosa. Descobri tudo aquilo que pensava ser utopia, sonho.
E quando finalmente achei que aquele fio curvo a que chamava vida se estava a tornar um pouco mais recto, mudaste de face, largaste-me a mão, roubaste-me o sorriso.
Sou novamente um alguém na multidão. Sem rumo, sem sentido.
Despeço-me da utopia, despeço-me do riso...
Despeço-me de ti...

Saudações
Brilhantemente elaborado por Ana Claudia às 23:00
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