Sábado, 19 de Fevereiro de 2005

Vivissecção - Praga social

O tema da vivissecção é um tema bastante chocante, mas não a podemos ignorar porque é terrivelmente real.
Temos a consciência que é uma injustiça sacrificarmos animais só para satisfazer alguns dos nossos caprichos. Apesar deste tema ser incómodo é estritamente necessário debatê-lo, é necessário um pouco de informação.

O Dr. Werner, um cirurgião alemão disse: “A vivissecção é bárbara, inútil e um empecilho ao progresso científico”.

Por ano, milhares de animais são queimados, afogados, feridos, magoados, electrocutados, mutilados, torturados, mortos em laboratórios de testes de empresas químico-farmacêuticas, empresas de cosméticos, universidades de medicina e genética, etc.…
Até onde o Homem tem direito de dispor da vida de outro ser, ainda que diferente de si? Qual é o limite? O que acontece é que a nossa cultura legitimou separar o Homem da Natureza, considerando os demais seres vivos como objectos a seu serviço, meros recursos, prontos para o uso. Existem culturas que são chamadas de primitivas que vêem os animais como seres sagrados, tão sagrados como a vida humana. E ainda dizem que nós é que somos civilizados e desenvolvidos…

Podemos falar em números

A HLS (Huntingdom Life Sciences) é a maior empresa da Europa de testes em animais e uma das maiores do mundo.
Pelas várias filiais desta empresa existem em média 70000 animais que são torturados. Existem aproximadamente 100 cães, 200 gatos, 1000 macacos, 4000 porquinhos-da-índia, 200 coelhos, 3000 pássaros, 4000 peixes e um número incalculável de ratos. Todos os dias morrem 500 animais.


Quem sai a ganhar com tudo isto?

Na nossa opinião, ao contrário do que possa parecer, a ciência não ganha nada com a vivissecção, bem pelo contrário, até perde, isto é, ao pensarmos em questões monetárias podemos falar em poupar grandes quantidades de dinheiro, o que é bom para o lucro das empresas, mas ao olharmos para o outro lado da questão parece-nos que o desenvolvimento da ciência é fictício porque falamos em clonagem, falamos em progressos importantes. Mas o que é feito deles quando nos damos conta do número exuberante de animais sacrificados em nome da ciência?
As experiências com animais são um grande negócio! O volume de dinheiro envolvido é enorme. Basta pensar também em todos aqueles que lucram com esta prática: criadores de animais, fabricantes de equipamentos e jaulas, etc…

A falta de informação pública leva a que muitas vezes, as pessoas não estejam a par da crueldade que ocorre em pesquisas laboratoriais, ou então, são induzidas com a crença de que as experiências em animais são absolutamente necessárias para o desenvolvimento. O que elas desconhecem é que existem alternativas aos testes em animais:

Cultura celular e tissular Células isoladas de humanos e tecido animal são cultivadas fora do corpo, e são usadas para testar toxidade e teste de irritação.
Técnica de imagens não invasivas CAT – computadores reconstroem imagens tridimensionais do corpo humano através do Raio-X.
MRI (magnetic resonance imaging) – permite uma visualização detalhada do interior do ser humano.
PET e SPECT – usados em estudos de doenças cardiovasculares e distúrbios psiquiátricos.
Todos permitem a avaliação de doenças humanas em pacientes.
Teste “Ames” Este teste “in vitro” procura substâncias cancerígenas usando a “bactéria salmonella”. O teste dura 2-3 dias e o custo é muito menor que o custo com a utilização do modelo animal.
Placenta A placenta humana pode ser usada na prática de cirurgia microvascular, e no teste de toxicidade de químicos, drogas e poluentes. Não tem custo e o material é 100% natural
Farmacologia Quanta É uma técnica em que, através do computador e usando o conhecimento existente, é possível predizer através da estrutura da droga qual o efeito no órgão em questão.
Eyetex Em substituição do “Draize Eye Irritancy Test” feito nos coelhos, usa-se uma proteína líquida que imita a reacção do olho humano.
Kits diversos Kits de modelos perfeitos de animais, principalmente usados na dissecção. Podem ser usados também nas técnicas de sutura ou mesmo treino cirúrgico.
Autopsia A autópsia humana, ou seja, o exame após a morte é também responsável pela descoberta e descrição de várias doenças.

Conclusão

A ciência não pode viver em função do número de animais que morrem por dia, é preciso parar com isto. Será que o desenvolvimento científico tem que depender da vivissecção? Como será que os vivissectores dormem à noite? Convictos de que fazem bem porque “é melhor testar num animal do que num homem”? Chega de ignorância! Esta prática cruel tem algumas vantagens em relação a outras práticas, é certo, mas será que o desenvolvimento deve continuar a depender de vidas inocentes, escrupulosamente tiradas para que eu possa usufruir de um champô que não arda nos olhos?
Como vimos existem alternativas a esta prática cruel, algumas que exigem ainda menos gastos e trabalhos. E a vivissecção apresenta outro problema: a experimentação animal nem sempre é correcta, pois os efeitos no homem nem são iguais aos sentidos pelos animais A vivissecção é então muitas vezes uma fraude médica e científica, simplesmente porque é uma pesquisa experimental, isto é, não passa de uma recriação da doença num corpo são, recriação essa que não irá corresponder à doença real, logo não se desencadearão todos os sintomas possíveis, sendo que os resultados não oferecerão segurança.

A atitude dos vivissectores em relação aos animais é claramente contraditória. O vivissector alega que:
Os animais são fundamentalmente similares ao ser humano, isto quando é conveniente alegar que podem obter através deles conhecimentos para os humanos.
Os animais são fundamentalmente diferentes dos seres humanos, isto quando é conveniente acreditar que eles não sofrem, não têm consciência, não pensam e sendo assim podem fazer qualquer coisa contra eles.

Saudações anti vivissecção
By GoGaN^
Brilhantemente elaborado por GoGaN^ às 01:09
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1 comentário:
De Ana Cludia a 19 de Fevereiro de 2005 às 18:13
Relamente o problema da vivissecção não morre, infelizmente! Se um simples leigo, tal como nós o somos, consegue perceber que há alternativas para esta crueldade e que, além do mais, os custos de muitas delas são menores (claro, porque o lucro é o que deve interessar aos empresários), então porque será que os cinetistas os farmacêuticos e todos akeles que estão ligados a esta prática não as aceitam?!? É completamente irreal tudo isto...
Mas voltemo-nos para uma outra face da questão. Se é verdade que muitas pessoas estão a par deste flagelo, qual será então a razão para que o consumo destes produtos não diminua? A explicação é simples. A maioria dos produtos não experimentados em animais apenas se vende em lojas especificas nem sempre existindo em locais de fácil acesso para TODOS. Além disto, este tipo de produtos são bastante mais caros do que aqueles com o mesmo efeito (que mais facilmente se encontram)que possuem apenas o inconveniente de nos deixarem a consciência pesada pelo facto de sabermos que para existirem muitos animais foram dizimados. Por isso vejam, é certo que a união faz a força. E se todos os que são contra este tipo de atrocidades se unissem e deixassem de comprar estes produtos em prol dos não experimentados em animais, se calhar muitas coisas mudavam. O grande e incontronável problema é o dispendioso que seria esta reacção. Podemos ter todos muito boa vontade, mas o problema do custo afecta a todos. Neste caso, para aqueles que se sentem revoltados com esta situação mas que não podem esquecer a parte financeira, só resta a indignação, a revolta e a esperança de que, algum dia, a nossa sociedade se torne mais evoluida, mais adulta e mais consciente de tudo isto podendo assim proporcionar (quem sabe) um mundo melhor para todos!

Boa ideia Nilinho!
Continua!

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