Segunda-feira, 30 de Maio de 2005

Pecado original

Cometi um erro primário, básico e ingénuo: Fui eu próprio.

Desde quando, digam-me lá vocês cheios de experiência, desde quando uma pessoa que se queira apresentar a outra e deixar uma boa impressão mostra a sua faceta mais genuína? Mas que estupidez é essa?

Ora, toda a gente sabe que quando conhecemos alguém, e principalmente quando conhecemos alguém a quem queremos transparecer que somos efectivamente interessantes não podemos jogar com todas as cartas, isto é, não podemos ser nós próprios (a menos que queiramos permanecer na lista negra de pessoas-chatas-e-inúteis-que-não-devem-ser-convidadas-para-nada).

Foi um erro crasso, admito, mas porém consegui tirar algumas elações positivas. Quer dizer talvez não tenha...

Adiante, o que interessa é que provavelmente a partir de hoje não serei mais convidado para nada, passarei a minha triste vida sentado à frente de um computador a escrever textos rascas e a procurar pornográfia grátis na net. Triste de mim...



Tudo isto faz-me pensar. Aliás o que não me faz...

Quando queremos ser aceites, provar o que somos, mostrar que somos bons e assim por diante, nunca mostramos a nossa verdadeira essência. Somos sempre reticentes no que toca a exprimirmo-nos diante de outros, tentamos sempre parecer não aquilo que somos, mas aquilo que achamos que os outros querem que nós sejamos.

É uma idiotice descabida, mas é assim que funcionamos. Quem nunca disse que já subiu o Everest para impressionar um novo grupo de possíveis amigos? Quem nunca afirmou que o Figo era um primo de um tio de uma irmã de um cunhado só para parecer heróico?

A Natureza humana infelizmente leva-nos a certas mentiras, ou melhor, pequenas "distorções da verdade" como muitos ousam dizer.

Bem vistas as coisas é uma forma de agir compreensível, visto que nenhum de nós consegue estar bem na sua pele durante muito tempo e quando conhecemos pessoal novo, podemos mentir um pouco porque ninguém nos conhece e assim podemos livrar-nos da nossa pele velha e vestir uma personagem mais de acordo com aquilo que desejamos ser.

No fundo como diria Shakespeare, somos como pequenos actores num imenso palco que é a vida, e precisamos de modificações e mutações para fugir ao desencanto que é sermos nós próprios.



Saudações camaleónicas

By GoGaN^
Brilhantemente elaborado por GoGaN^ às 01:50
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1 comentário:
De ana claudia a 31 de Maio de 2005 às 14:00
Oh gajo, até pode ser que essa tal pessoa não te convide para nada, mas não te preocupes que aqui a Ana te convida sempre! Afinal também sou uma grande xata! Os xatos gostam uns dos outros! :) lol
Bem, tens toda a razão em dizer que quando conhecemos alguém não mostramos tudo o que somos! Realmente, tentamos parece um pouco melhor do que somos! Mas acho que acabamos sempre por, mais tarde ou mais cedo, mostrar aquele lado mais xato, mais rezingão, mais mal humurado... Quem gosta de nós, gosta por toda a nossa envolvência!
A quem não me atura, eu só peço para se afastar! Porque eu posso mostrar ser uma pessoa equilibrada, xeia d coisas interessantes para dizer no ínicio, mas depois não aguento muito tempo sem dizer umas asneiras ou me tornar xata! lol
Sou assim, como tu és assim! E quem relamente gosta de nos vai achar deslumbrante cada pedaço nosso, cada estupidez nossa, cada dia mal humurado!
bjs (tou À espera dos comentarios aos meua rtigos, ó sua grande melga! lol)

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